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Conselho de Relações Exteriores

Uma das organizações mais influentes na politica dos Estados Unidos é o Conselho de Relações Exteriores (Council on Foreign Relations – CFR). Segundo o pastor protestante Pat Robertson, “o CFR é o verdadeiro governo dos Estados Unidos”.
Todos os diretores da CIA foram membros do CFR, com exceção de James R. Schlesinger, que ocupou brevemente o cargo em 1973. Desde 1953, os Estados Unidos foram governados por 7 membros do CFR: Eisenhower (1953-61), John Kennedy (1961-63), Richard Nixon (1969-74), Gerald Ford (1974-77), James Carter (1977-81), George Bush (pai, 1989-93) e Bill Clinton (1993-2001). Ronald Reagan (1981-89) não era do CFR, mas seu Vice-Presidente, George Bush (pai) era. Depois de eleito Presidente, Reagan colocou em cargos do governo 313 membros do CFR. O atual Presidente dos Estados Unidos, George Bush (filho) também não é membro do CFR, mas seus principais assessores no governo (Condoleezza Rice, Dick Cheney, Paul Wolfowitz, Colin Powell, Richard Perle, Lewis Libby e Robert Zoellick) são todos membros do CFR. Tirante Reagan e Bush filho, o único Presidente norte-americano, desde 1953, que não pertenceu ao CFR foi Lyndon Johnson: mas tal como Reagan e Bush filho, Johnson compensou essa “falta” entregando a maior parte dos cargos mais importantes do governo aos membros do CFR.

O CFR também controla os dois únicos partidos norte-americanos que participam das eleições presidenciais: os republicanos (a direita) e os democratas (a esquerda). Em 1952 e 1956, por exemplo, o republicano Eisenhower (do CFR) venceu o democrata Stevenson (do CFR). Em 1960, o democrata Kennedy (do CFR) derrotou o republicano Nixon (do CFR). Por sua vez, o republicano Nixon (do CFR) venceu o democrata Humphrey (do CFR) em 1968, e o democrata McGovern (do CFR) em 1972. Em 1976, o democrata Carter (do CFR) venceu o republicano Ford (do CFR). Em 1988, o republicano George Bush (pai) derrotou o democrata Dukakis (do CFR). E finalmente o democrata Clinton (do CFR) venceu os republicanos Bush pai (do CFR) em 1992, e Bob Dole (do CFR) em 1996. Não importa quem vença as eleições : o CFR sempre ganha.

O mesmo ocorre com os mais altos cargos da administração federal norte-americana: desde 1947, praticamente todos os Secretários da Defesa (equivalente ao nosso Ministro da Defesa), de Estado (equivalente ao nosso Ministro das Relações Exteriores) e do Tesouro (equivalente ao nosso Ministro da Fazenda) foram integrantes do CFR. As exceções foram raras e breves. A maioria dos Deputados e Senadores norte-americanos também faz parte do CFR, bem como os principais executivos do New York Times, do Washington Post, do Los Angeles Times, do The Wall Street Journal, da NBC, da ABC, da CBS, da Fox, da Time, da Fortune, da Business Week, do US News & World Report e de muitos outros órgãos de imprensa.

O CFR foi fundado em 1921, mas resultou de uma serie de reuniões que aconteceram logo após o final da I Guerra Mundial (1914-18). Em 30 de maio de 1919, durante a Conferência de Paz de Versalhes, o Coronel Edward Mandell House, assessor de confiança do Presidente norte-americano Woodrow Wilson, reuniu as delegações norte-americana e britânica no Hotel Majestic, em Paris. Nesta reunião, ambas as delegações concordaram em criar um “Instituto de Assuntos Internacionais”, com uma filial nos Estados Unidos e outra na Grã-Bretanha, com o objetivo de guiar a opinião publica para aceitar o governo mundial e o globalismo. A filial norte-americana foi fundada em 21 de julho de 1921, com o nome de Council on Foreign Relations (CFR, Conselho de Relações Exteriores). A filial britânica, que a antecedeu, materializara-se com o nome de Royal Institute of International Affairs (RIIA, Instituto Real para Assuntos Internacionais).

O Coronel House era a eminencia parda por trás do governo Wilson. Autodescrevia-se como um marxista, mas repudiava a estratégia da revolução violenta. Da delegação norte-americana em Versalhes e da fundação do CFR participaram também os banqueiros Bernard Baruch e Paul Warburg, que ajudou a financiar a Revolução socialista na Rússia, e o Secretario de Estado Elihu Root.

Desde 1945, o quartel-general do CFR é a elegante Harold Pratt House, uma mansão de quatro andares na esquina da Park Avenue com a 68th Street, em Nova Iorque. A filiação ao CFR, feita apenas por convite, originalmente limitado a 1.600 participantes, hoje chega a mais de 3.300, representando as mais influentes personalidades no campo das finanças, dos negócios, da mídia e do meio universitário. Como vimos anteriormente, o CFR funciona quase como uma agencia de empregos para políticos: é muito difícil fazer carreira politica nos Estados Unidos, tanto no partido democrata como no republicano, sem entrar para o CFR.

A admissão é um processo rigorosamente seletivo: o candidato deve ser apresentado por um membro, secundado por outro membro, aprovado pelo comitê de filiação, examinado pela assessoria profissional e finalmente aprovado pela diretoria. No inicio da década de 1970, o CFR ampliou seu quadro de filiação para incluir negros e mulheres, entre eles o General Collin Powell e Condoleezza Rice.

Os recursos financeiros para o CFR vêm de empresas multinacionais, como a Xerox, General Motors, Texaco e outras, e grandes fundações privadas, como as Fundações Ford, Rockefeller e Carnegie (curiosamente, as mesmas que financiam o movimento abortista em diversos países do mundo). Os curadores dessas fundações também são, em sua maioria, integrantes do CFR. No inicio da década de 1960, um pesquisador, Dan Smoot, descobriu que doze dos vinte curadores da Fundação Rockefeller, dez dos quinze curadores da Fundação Ford, e dez dos catorze curadores da Fundação Carnegie eram membros do CFR.

Conforme declarou o Almirante Chester Ward, juiz aposentado da Marinha dos Estados Unidos e membro de longa data do CFR: “O CFR, como tal, não escreve as plataformas dos dois partidos políticos nem escolhe seus respectivos candidatos à Presidência nem controla a defesa dos Estados Unidos e as politicas externas. Mas os membros do CFR, como indivíduos, agindo em conjunto com outros membros do Conselho, fazem-no” (GOLDWATER, Barry. With No Apologies. New York, William Morrow and Company, 1979).

Wikepedia

Teoria “Conselho de Relações Exteriores”

Patrick J. Buchanan um Paleoconservativo afirma o Conselho de Relações Exteriores – Council on Foreign Relations (que alegava ser uma frente de banqueiros internacionais, bem como, alega-se, a inspiração para a fundação do Clube de Bilderberg, Comissão Trilateral, eOrganização Mundial do Comércio) está por trás da conspiração. Ele alega que o interesse de bancos internacionais estão planejando para eventualmente subverter a independência dos Estados Unidos da América por subordinar a soberania nacional para as Nações Unidas. Esta tese concorda com o parecer da ala-direita libertária, A conspiração seria substituir uma economia de mercado livre a uma economia planificada monopolista capaz de racionamento de recursos, convertendo populações em propriedade pública. Isso inevitavelmente levaria ao coletivismo burocrático: o Estado controla os meios de produção e da repartição dos recursos, enquanto o excedente ( “lucro”) é distribuído entre uma classe dirigente de burocratas, e não entre a classe trabalhadora. Assim, o sistema não seria verdadeiramente capitalista, mas também não é socialista. A sua habitual imagem é de uma igualitária escravidão sob uma ditadura científica mundial.

A teoria Conselho de Relações Exteriores é a mais recente versão da conspiração, opinião teorizadora de que os anglo-americanos de 1900 no Estabelecimento conspiraram para ganhar dominação mundial. Os resultados da investigação do historiador Carroll Quigley, um perito sobre o estabelecimento, foram tomadas pelos escritores de direita para fundamentar este ponto de vista, apesar de ele negar que a Constituição era uma conspiração visando dominação mundial.

Os críticos argumentam o Council on Foreign Relations é, de fato, um mero fórum de debate político. Possui cerca de 3.000 membros, muitos dos planos secretos para ser mantida no seio do grupo. Todo o município faz é patrocinar grupos de discussão, debates e oradores. No que diz respeito de ser secreta, emite relatórios anuais e permite o acesso a seus arquivos históricos. Estudos históricos do município mostram que ela tem um papel muito diferente em toda a estrutura do poder de que é alegado pelos teóricos de conspiração.