Arquivo da categoria: A Seita Mucker

A Seita Mucker

Os Mucker faziam parte do grupo de colonizadores do Rio Grande do Sul, na colônia de São Leopoldo, Picada do Morro Ferrabrás. A família Mauer, era vista como diferente pela comunidade local, em decorrência da religião que praticavam, em cujos rituais diziam ouvir vozes celestiais e conselhos sobre a prática da cura, a seita era liderada por um colono analfabeto, João Jorge Mauer, que se tornou um conhecido curandeiro e aglutinou cerca de 700 mil seguidores. Sua mulher, Jacobina, sofria de ataques epiléticos, crises de ausência e sonambulismo, associados na região à capacidade de fazer curas. O clima hostil em relação aos Mucker cresceu e rendeu-lhes perseguições e retaliações. A família se preparou para reagir às agressões da comunidade, em 1873, os Mucker passaram a ser liderados por Jacobina e no ano seguinte aconteceu uma matança em São Leopoldo, homens, mulheres e crianças foram assassinados, as casas e lavouras foram queimadas sendo os Mucker acusados pela violência, então cerca de 500 homens entre policiais e colonos foram recrutados para um sangrento confronto com a seita. No massacre, mulheres foram fuziladas e seviciadas, homens mortos tiveram seus pênis cortados. João Jorge conseguiu fugir e Jacobina resistiu, embora não tenha se entregado acabou morrendo.

Wikipédia

Os muckers

Um dos momentos mais conturbados da história de Sapiranga se deu no final do século XIX. Jacobina Mentz e seu marido, João Maurer, fundaram uma seita religiosa no Morro Ferrabráz, em que os membros eram conhecidos como muckers (em alemão significa falso santo).

Jacobina e João Jorge Maurer se conheceram em Hamburgo Velho, na metade do século XIX. Casaram-se e mudaram-se para Leoner-Hof (como era denominada Sapiranga). Jacobina sofria de ataques epilépticos, desde criança, o que fazia com que ela fosse vista como vítima de um transtorno do sistema nervoso, agravados por leituras de natureza religiosa.

Além disso, Jacobina auxiliava o marido no curandeirismo. Naquela época, os médicos eram escassos. Então, as pessoas apelavam para os curandeiros. Aos poucos, Jacobina misturava a religião com o atendimento aos doentes, através de leituras de passagens bíblicas para os pacientes. Logo, ela tornava-se famosa por suas meditações milagrosas.

Os adversários de Jacobina, preocupados com os acontecimentos no Ferrabraz, realizaram um abaixo-assinado, levando a imprensa da época a tomar partido contra Jacobina.

Em pouco tempo surgiram diversos conflitos entre esses dois grupos, acarretando em violência e mortes. Em 28 de junho de 1874, forças policiais atacaram os muckers, que venceram o conflito. Isso contribuiu para a crença da divindade de Jacobina. Após outro ataque falho, Jacobina conseguiu fugir e se esconder no Ferrabraz. O fim do conflito se deu em 2 de agosto do mesmo ano, quando um traidor levou as forças policiais até o esconderijo de Jacobina Mentz, que foi morta junto da maioria dos muckers.

Jacobina Mentz Maurer (junho de 1841 ou 1842 – 2 de agosto de 1874) participou da Revolta dos Muckers, acontecida no Rio Grande do Sul, Brasil.

Biografia

Em 1824 o governo brasileiro cria uma colônia alemã no Rio Grande do Sul. Muitos passam a imigrar da Alemanha para o Brasil. Os avós de Jacobina imigraram para São Leopoldo. Fugiram da Alemanha pois estavam sendo perseguidos após abandonarem a Igreja Evangélica e criarem uma seita própria.

Jacobina Mentz é criada em Sapiranga, em meio a uma comunidade de imigrantes alemães fanáticos. Sua família foi responsável pela construção da primeira igreja protestante do Sul do Brasil.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacobina_Mentz_Maurer